O mercado mundial se preocupa com a desaceleração de diversas economias, especialmente a dos Estados Unidos. Porém os pacotes de socorro financeiro injetados afastaram o risco de novas quebras bancárias.Quanto aos riscos de recessão, há muito tempo essa perspectiva foi cogitada e trabalhada pelo mercado. O que ocorreu teve efeito devastador nas bolsas que levaram o mercado a ficar muito mais sensível e conseqüentemente desconfiado com os próximos acontecimentos.Mas para nós, no Brasil, podemos olhar estes fatos de uma maneira um pouco melhor. Nós, Corretores de Imóveis, que trabalhamos no mercado imobiliário podemos sentir que no final das contas o que foi anunciado como um caos, não se concretizou. Num primeiro momento é lógico que qualquer investidor, tanto para locar ou comprar um imóvel, fica assustado com tudo que foi dito: bancos americanos quebrando, bolsas caindo no mundo inteiro e o dólar subindo a patamares que antes causavam medo.Mas analisando o que acontece com as vendas e locações no país, constatamos que os negócios feitos são praticados com moeda brasileira, o Real. Os contratos de venda e locação de imóveis residenciais ou comerciais têm como premissa a segurança de estar atrelada a nossa moeda. Resumindo: no final do mês o inquilino irá pagar o aluguel da mesma forma que pagava anteriormente, sem a preocupação de ficar fazendo cálculos sobre o valor do dólar naquele momento.As locações de imóveis são feitas com base na moeda nacional e, portanto podemos dizer que “esse tipo de negócio é considerado o “porto seguro” para quem aluga porque no final do mês receberá do inquilino, da mesma maneira como vinha recebendo anteriormente” As taxas de inadimplência tem caído periodicamente e no momento não há motivos para todo esse pessimismo que alguns creditam à crise americana. De qualquer modo, há um grande exagero e a tendência é de uma acomodação em pouco tempo. Talvez semanas. Com isso, as perdas na demanda serão recuperadas até porque a economia brasileira tem condições de resistir bem aos efeitos da crise e voltar a sua normalidade.
Palavras doPresidente do CRECI-PR, Alfredo Canezin.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
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